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26/09/2017 07:24 G1MT

Juiz denuncia uso do nome e da foto dele por golpistas em MT e outros 2 estados

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juiz Wladymir Perri, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, procurou a Polícia Civil para denunciar estar sendo vítima de criminosos que estariam utilizando seu nome para praticar roubos e extorsões em Mato Grosso e pelo menos outros dois estados. Até o momento, três boletins de ocorrência já foram registrados pelo magistrado e outros dois devem ser feitos durante os próximos dias.

“Eu decidi divulgar essa situação como forma de alertar a população, para que não sejam vítimas desses golpes, e até mesmo para resguardar a minha integridade física. A partir do momento em que eu divulgo isso, se a pessoa tiver interesse em me fazer mal, de repente pode se sentir inibida”, disse, em entrevista ao G1.

Segundo o magistrado, que atua na comarca desde maio de 2008 e já teve o nome usado por golpistas anos atrás – que aplicavam golpes envolvendo depósitos –, ele foi alertado para o uso do nome dele por criminosos há pouco mais de duas semanas, quando o funcionário de um casal que ele conhece teve a motocicleta roubada e o autor do roubo passou a conversar com a vítima via WhatsApp, exigindo dinheiro para devolver o veículo.

“A pessoa que estava tentando extorquir se passava por mim e pedia R$ 1,3 mil para devolver a moto, via WhatsApp. A foto usada por ele no aplicativo, porém, é minha e da minha esposa, que ela publicou em uma rede social”, disse.

Outro caso que chegou ao conhecimento do juiz de um suspeito preso com uma outra motocicleta roubada. “No celular dele também foi encontrada a mesma foto minha, junto com uma foto da moto que teria sido encomendada para ele roubar”, contou o juiz.

Além de Mato Grosso, o uso da foto e do nome do magistrado também estaria sendo aproveitada por golpistas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.

“Nesses dois estados, eles ligaram para comerciantes locais se passando por mim, dizendo que a minha filha havia comprado uma fazenda em algum lugar daquele estado e queria reformar a sede. Para isso, pediam para a pessoa ir até à fazenda encontrar comigo, para fazer um orçamento. E se isso termina em roubo, sequestro? Alertar é o que eu posso fazer agora, para as pessoas se precaverem”, disse.

O juiz Wladymir Perri já conduziu mais de 300 júris em Rondonópolis e disse que suspeita que os golpes sejam comandados por pessoas a quem ele condenou no passado e que, de dentro dos presídios, comandam os demais criminosos que estão nas ruas.

“Não tenho dúvidas de que estou sendo envolvido nessas histórias como alguma forma de represália, de vingança. Já recebi ameaças anteriormente, mas isso está fugindo à normalidade. Estou seguro de que isso está partindo de dentro dos presídios, porque extorquir os outros é muito comum dentro do sistema prisional”, afirmou.

 


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